Materiais bem escolhidos podem definir o desempenho ambiental, técnico e econômico de uma construção, alude o Eng. Valderci Malagosini Machado. Tendo isso em vista, a sustentabilidade começa quando o projeto reduz desperdícios, melhora a durabilidade e considera o ciclo de uso dos componentes desde a fase de planejamento.
Entretanto, na prática, não basta trocar um insumo por outro com apelo ecológico. É necessário avaliar resistência, manutenção, transporte, modulação, reaproveitamento e compatibilidade com o sistema construtivo. Interessado em saber mais sobre? Confira nos próximos parágrafos.
Como os materiais influenciam a sustentabilidade da construção?
A escolha dos materiais afeta diretamente o consumo de recursos, a geração de resíduos e o desempenho final da edificação. Segundo o Eng. Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim, com atuação na indústria de artefatos de cimento, quando o projeto usa peças padronizadas, dimensões compatíveis e sistemas bem definidos, a obra tende a reduzir cortes, retrabalhos e perdas no canteiro. Desse modo, a sustentabilidade deixa de ser apenas intenção e passa a fazer parte da execução.
Isto posto, os materiais sustentáveis precisam responder a três exigências ao mesmo tempo: desempenho técnico, viabilidade de aplicação e contribuição para obras mais racionalizadas. Essa combinação evita escolhas superficiais e fortalece decisões com impacto real na construção.
Quais materiais reduzem perdas e melhoram o desempenho?
Alguns materiais se destacam porque diminuem desperdícios, favorecem a produtividade e ampliam a vida útil da obra. Inclusive, eles não atuam isoladamente; o ganho aparece quando o projeto integra escolha técnica, logística adequada e execução controlada, como pontua o Eng. Valderci Malagosini Machado. Entre as principais opções, destacam-se:
- Bioconcreto: contribui para maior durabilidade ao proporcionar processos de autorregeneração em fissuras específicas, reduzindo necessidades futuras de reparo.
- Tijolos ecológicos: podem reduzir o uso de argamassa e melhorar a organização da execução, principalmente quando há modulação.
- Bambu: apresenta leveza, renovabilidade e boa resistência quando tratado corretamente para uso construtivo.
- Pisos intertravados: favorecem manutenção simples, reaproveitamento de peças e melhor drenagem urbana em áreas externas.
- Pré-fabricados: reduzem improvisos no canteiro, melhoram o controle de qualidade e aceleram etapas da obra.
No final das contas, o melhor material é aquele que conversa com o sistema construtivo adotado. Por isso, o desempenho sustentável depende menos de soluções isoladas e mais da coerência entre projeto, produção, transporte e montagem.

Por que os pré-fabricados ganham espaço na construção sustentável?
De acordo com o Eng. Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim, os pré-fabricados ganham relevância porque transferem parte da produção para ambientes controlados. Isso permite maior precisão dimensional, redução de perdas e melhor previsibilidade de prazos. Sem contar que essa lógica também diminui a dependência de ajustes improvisados no canteiro.
Além disso, as peças pré-fabricadas favorecem padronização e repetibilidade. Lajes, painéis, blocos de concreto e outros artefatos de cimento podem contribuir para uma construção mais limpa e organizada quando seguem critérios técnicos adequados. Desse modo, a industrialização da construção aproxima a sustentabilidade de produtividade, ao reduzir desperdícios sem comprometer o desempenho.
Como os materiais permeáveis ajudam as cidades?
Materiais permeáveis e soluções de drenagem urbana têm um papel importante em áreas externas, calçadas, estacionamentos, condomínios e espaços públicos, conforme destaca o Eng. Valderci Malagosini Machado. Os pisos intertravados, por exemplo, permitem manutenção por substituição pontual de peças e podem colaborar com sistemas de infiltração quando aplicados com base adequada. Esse tipo de solução conecta construção e planejamento urbano. Pois, em vez de tratar a drenagem como problema posterior, o projeto já considera escoamento, permeabilidade e resistência ao uso.
Escolhas materiais moldam o futuro da construção
Por fim, os materiais sustentáveis não representam apenas uma tendência; eles indicam uma mudança na maneira de projetar, produzir e ocupar as cidades. Dessa maneira, o bioconcreto, tijolos ecológicos, bambu, pisos intertravados e os pré-fabricados mostram que a construção pode reduzir perdas, melhorar desempenho e ampliar sua contribuição para o desenvolvimento urbano. Eng. Valderci Malagosini Machado expressa que, quando os materiais são escolhidos com critério, a obra se torna mais eficiente, durável e alinhada às necessidades das cidades.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
