Os gastos de turistas estrangeiros no Brasil chegaram a aproximadamente R$ 38,5 bilhões entre janeiro e agosto de 2026. No mesmo período, 4.477.469 visitantes internacionais entraram no país por via aérea, segundo dados divulgados em 28 de setembro pelo Ministério de Portos e Aeroportos.
Os números relacionam a conectividade aérea ao desempenho do turismo receptivo internacional. A chegada de visitantes pelos aeroportos movimenta uma cadeia que inclui hospedagem, alimentação, transporte, comércio e diferentes tipos de serviços oferecidos nos destinos brasileiros.
As estatísticas de receitas de viagens são acompanhadas pelo Banco Central do Brasil. De acordo com a definição apresentada na base oficial da instituição, esse indicador reúne os gastos realizados por não residentes durante sua permanência no país, permitindo observar o impacto econômico da entrada de visitantes estrangeiros.
Conectividade aérea sustenta entrada de visitantes
O volume de mais de 4,47 milhões de chegadas internacionais por via aérea nos oito primeiros meses do ano reforça o papel dos aeroportos na conexão do Brasil com os mercados emissores. A infraestrutura aérea é uma das principais portas de entrada para turistas que chegam ao país para viagens de lazer ou compromissos profissionais.
Entre os principais países de origem dos visitantes que chegaram por avião estão Argentina, Chile, Estados Unidos, Portugal e França. A presença de mercados sul-americanos, norte-americanos e europeus mostra a diversidade da demanda internacional direcionada ao Brasil.
Esse fluxo se distribui por diferentes etapas da experiência de viagem. Depois do desembarque, os visitantes podem gerar receitas em hotéis, restaurantes, empresas de transporte, atrações, lojas e prestadores de serviços. Dessa forma, os gastos de turistas estrangeiros no Brasil têm efeitos que ultrapassam o setor aéreo e alcançam atividades ligadas à economia dos destinos.
Turismo de negócios movimenta R$ 9,75 bilhões
Além das viagens de lazer, os dados divulgados pelo governo destacam o desempenho do turismo corporativo. Entre janeiro e agosto de 2026, o segmento movimentou R$ 9,75 bilhões, valor 8,2% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
O transporte aéreo respondeu por aproximadamente 60% da receita do turismo de negócios nos primeiros sete meses de 2026. O resultado evidencia a importância dos voos para a realização de reuniões, congressos, eventos, visitas técnicas e outras atividades profissionais que exigem deslocamentos entre cidades e países.
Embora o recorte do transporte aéreo considere os primeiros sete meses e o dado geral do turismo corporativo se refira ao período de janeiro a agosto, os indicadores apresentados na divulgação oficial apontam para a relevância da aviação na movimentação econômica associada às viagens profissionais.
Impacto para destinos e serviços
O crescimento das receitas de visitantes internacionais amplia a circulação de recursos em destinos que recebem turistas estrangeiros. A hospedagem é um dos setores diretamente relacionados a esse fluxo, mas não é o único. Alimentação, mobilidade urbana, transporte entre cidades, comércio e serviços de entretenimento também podem ser beneficiados pela permanência dos viajantes.
Para os destinos brasileiros, a conectividade internacional representa uma condição importante para ampliar a presença no mercado global de viagens. A oferta de ligações aéreas facilita o acesso de visitantes e contribui para aproximar o país de seus principais emissores, especialmente quando há demanda tanto por viagens de lazer quanto por deslocamentos corporativos.
Os dados também ajudam a dimensionar o turismo internacional a partir de dois indicadores complementares: o número de pessoas que chegam ao país e o volume de recursos deixados por elas. Enquanto as chegadas mostram a capacidade de conexão e atração do Brasil, as receitas revelam a movimentação financeira gerada durante a estadia.
Dados oficiais acompanham o desempenho do setor
As informações sobre receitas de viagens podem ser consultadas nas estatísticas do setor externo do Banco Central. A instituição também disponibiliza uma base de dados específica para viagens, com a série mensal de receitas relacionadas aos gastos de não residentes.
O levantamento divulgado em setembro considera o acumulado de janeiro a agosto de 2026. A evolução dos indicadores ao longo do ano deverá permitir novas comparações sobre a entrada de visitantes, o desempenho do turismo de negócios e a contribuição da conectividade aérea para a economia brasileira.
Com 4.477.469 chegadas internacionais por avião e aproximadamente R$ 38,5 bilhões em gastos de estrangeiros até agosto, o Brasil registra um cenário de fortalecimento do turismo receptivo. Os resultados colocam aeroportos, destinos e empresas de serviços no centro da cadeia que transforma a chegada de visitantes em atividade econômica.
