Turismo e Política: Como as Emendas Moldam o Setor em 2024

Leonid Trofimov
Leonid Trofimov 19 Views 5 Min Read

O turismo e política se entrelaçam no Brasil de forma inédita em 2024. Segundo o Mercado & Eventos em 21 de março de 2025, mais de 50% do orçamento do Ministério do Turismo veio de emendas parlamentares, totalizando R$ 850 milhões dos R$ 1,3 bilhão disponíveis. Esse montante reflete a influência crescente do Congresso na destinação de recursos para o setor. O turismo e política mostram uma dependência que levanta debates sobre autonomia e eficiência. Parlamentares decidem onde o dinheiro vai, mas nem sempre com critérios técnicos. É uma relação que define o rumo do turismo nacional.

A origem do turismo e política nessa configuração está nas emendas parlamentares. Deputados e senadores direcionaram R$ 44,6 bilhões do orçamento federal em 2024, com o turismo recebendo uma fatia significativa. Diferente de ministérios como Educação ou Saúde, o Turismo depende mais dessas indicações políticas do que de um planejamento centralizado. O turismo e política nesse modelo priorizam interesses regionais sobre estratégias nacionais. Especialistas temem que isso fragmente as políticas públicas. A autonomia da pasta diminui enquanto o poder legislativo cresce.

O impacto do turismo e política se vê nos números do Ministério do Turismo. Dos R$ 1,3 bilhão empenhados em 2024, 65,93% vieram de emendas, deixando a pasta com apenas R$ 450 milhões de recursos próprios. Esse desequilíbrio é maior ainda no Ministério do Esporte, onde 72% do orçamento depende de parlamentares. O turismo e política criam um cenário onde ministros buscam apoio no Congresso para financiar projetos. A execução de políticas públicas fica nas mãos de decisões locais. Isso pode beneficiar cidades específicas, mas dificulta planos amplos.

O turismo e política geram benefícios e críticas na prática. Emendas financiaram obras como melhorias em infraestrutura turística em cidades pequenas, como reformas de praças e acessos a pontos históricos. Um exemplo é o aporte para destinos no interior do Nordeste, que ganharam visibilidade com esses recursos. O turismo e política permitem que regiões menos favorecidas recebam atenção. Porém, a falta de critérios técnicos pode levar a gastos ineficientes ou superfaturados. O desafio é alinhar interesses locais com o desenvolvimento nacional.

A crítica ao turismo e política nesse formato vem de especialistas. Adriana Ventura, deputada federal, alerta que os ministérios viram reféns das emendas, com pouco espaço para ações estratégicas. Projetos de longo prazo, como promoção internacional do Brasil, perdem força quando o orçamento é pulverizado. O turismo e política criam uma inversão: o Congresso comanda o que o Executivo deveria planejar. Para alguns, isso reflete democracia; para outros, compromete a qualidade dos investimentos. O debate está aberto e divide opiniões.

O turismo e política também mudam a relação entre governo e parlamentares. Ministros agora visitam gabinetes em busca de emendas para engordar seus caixas, como apontou Glauber Braga, outro deputado crítico ao sistema. Essa dinâmica inverte papéis tradicionais, com o Executivo dependendo do Legislativo para atuar. O turismo e política nesse contexto viram um jogo de negociação constante. Parlamentares ganham poder de barganha, enquanto o planejamento central enfraquece. É um modelo que reflete o atual equilíbrio político brasileiro.

A comparação histórica do turismo e política mostra uma escalada. Em 2015, as emendas parlamentares somavam R$ 9,6 bilhões; em 2024, alcançaram R$ 44,6 bilhões. O Turismo, antes com orçamento mais independente, agora segue o padrão de pastas como Esporte, onde a dependência é explícita. O turismo e política evoluíram para um sistema onde o Congresso dita prioridades. Isso garante recursos a bases eleitorais, mas pode negligenciar destinos estratégicos. O crescimento reflete o fortalecimento do Legislativo no orçamento.

Por fim, o turismo e política em 2024 são um espelho das escolhas do Brasil. As emendas parlamentares injetam dinheiro no setor, mas a custo de autonomia e planejamento. O turismo e política podem impulsionar o desenvolvimento local, desde que haja equilíbrio entre interesses regionais e nacionais. Cabe ao governo e ao Congresso encontrar uma fórmula que maximize os ganhos sem sacrificar a visão de longo prazo. O setor turístico merece mais do que depender de favores políticos. A solução está em unir forças para um turismo mais forte e independente.

Autor: Leonid Trofimov
Fonte: Assessoria de Comunicação da Saftec Digital

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