Cruzeiros movimentam R$ 4,76 bilhões no Brasil e geram cerca de 72 mil postos de trabalho

Redação Destino Viagem
Redação Destino Viagem 8 Visualizações 5 Min de leitura

O turismo de cruzeiros movimentou R$ 4,76 bilhões na economia brasileira durante a temporada 2025/2026 e esteve associado a aproximadamente 72 mil postos de trabalho no país. Os dados fazem parte de um estudo realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com a Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Clia Brasil), divulgado pelo Ministério de Portos e Aeroportos em 22 de setembro de 2026.

O levantamento considera os efeitos econômicos dos navios de cabotagem e também das embarcações internacionais que passaram pelo litoral brasileiro. A análise amplia a percepção sobre esse tipo de viagem: além de transportar turistas, os cruzeiros movimentam empresas, trabalhadores e serviços em diferentes pontos da cadeia do turismo.

Atividade alcança cidades de embarque e escala

O impacto econômico dos cruzeiros no Brasil não fica restrito aos terminais marítimos. Os gastos realizados por companhias, passageiros e tripulantes podem alcançar cidades de embarque, desembarque e escala, com reflexos em segmentos como hotelaria, alimentação, comércio, transporte e outros serviços ligados à recepção de visitantes.

Essa circulação ocorre porque parte dos viajantes chega às cidades antes do embarque ou permanece nelas após o desembarque. Durante as escalas, os passageiros também podem utilizar serviços locais e visitar destinos próximos aos portos. O estudo reúne esses efeitos para dimensionar a contribuição da atividade para a economia nacional.

Na temporada analisada, a operação de cabotagem respondeu por R$ 4,28 bilhões do total movimentado. O país registrou 602.864 passageiros embarcados nessa modalidade, número que ajuda a indicar a dimensão da operação realizada ao longo do litoral brasileiro no período.

Portos conectam turismo e economia regional

Os resultados também colocam a infraestrutura portuária no centro da discussão sobre o crescimento do turismo marítimo. Para receber navios e passageiros, os terminais precisam estar preparados para operações de embarque, desembarque e escala, além de integrar o fluxo de visitantes aos serviços disponíveis nos destinos.

De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos, investimentos e intervenções em terminais de passageiros fazem parte desse processo. Entre os exemplos citados estão o Porto de Maceió, em Alagoas, e o Terminal Portuário de Outeiro, no Pará.

A modernização desses espaços é apresentada como uma forma de preparar os destinos para receber visitantes por via marítima. A estrutura portuária, nesse contexto, influencia tanto a experiência de quem viaja quanto a capacidade das cidades de aproveitar a movimentação gerada pelos navios.

Temporada reforça importância do turismo marítimo

Os números da temporada 2025/2026 mostram que os cruzeiros têm participação relevante na atividade turística brasileira. O valor de R$ 4,76 bilhões reúne os efeitos associados à operação do setor e evidencia como uma viagem de navio pode gerar movimentação econômica para além do próprio embarque.

A geração estimada de cerca de 72 mil postos de trabalho também demonstra a amplitude dessa cadeia. O resultado considera a relação da atividade com diferentes áreas, desde as operações ligadas aos navios e aos terminais até os serviços utilizados por passageiros e tripulantes nas cidades brasileiras.

O estudo da FGV e da Clia Brasil dá continuidade ao acompanhamento institucional dos impactos econômicos dos cruzeiros no país. A FGV Projetos já publicou levantamento anterior sobre o perfil dos viajantes e os efeitos econômicos dos cruzeiros marítimos no Brasil.

Para os destinos litorâneos, os dados reforçam a importância de combinar a recepção de navios com uma rede turística capaz de atender à demanda. Hotéis, restaurantes, lojas, empresas de transporte e prestadores de serviços fazem parte do conjunto que pode ser beneficiado quando a chegada de passageiros é integrada à economia local.

Com portos preparados e serviços estruturados, o turismo marítimo amplia as portas de entrada para visitantes e distribui seus efeitos por diferentes cidades. A temporada analisada pelo estudo, portanto, oferece um retrato da relevância dos cruzeiros para o turismo e para a economia brasileira.

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